Diversas companhias estão buscando tecnologias capazes de transmitir energia elétrica sem o uso de fios. Em uma demonstração da WiTricity, uma televisão foi ligada e se manteve funcionando por meio da energia transmitida através de um aposento, usando uma técnica batizada de “emparelhamento magnético ressonante”.
Já é possível energizar pequenos aparelhos eletrônicos, como sensores sem fio, usando um transmissor de micro-ondas. Os sensores captam as ondas com uma antena e as convertem em energia elétrica. Com os pré-requisitos energéticos diminuindo e a tecnologia de captura crescendo, esses e outros aparelhos poderão ser alimentados utilizando apenas a “energia ambiente”: o oceano de ondas de rádio produzidas por transmissores de TVs, rádios e telefones celulares.
“Há algo de mágico nisso”, diz Joshua Smith, um engenheiro do centro de pesquisas da Intel, em Seattle. No ano passado, Markku Rouvala, um engenheiro do centro de pesquisas da Nokia, em Cambridge, na Inglaterra, coletou cerca de cinco milliwatts de energia utilizando um receptor de banda larga, capaz de absorver sinais de rádio entre 500MHz e 10GHz de transmissores próximos. São necessários cerca de 20 milliwatts para manter um telefone celular funcionando no modo stand-by, mas a Nokia crê que será possível coletar 50 milliwatts, o suficiente para carregar um aparelho.
Em janeiro, a RCA apresentou um aparelho para captar energia de transmissores Wi-Fi, que pode ser usado para recarregar um aparelho celular. A empresa promete lançar o aparelho, chamado de Airnegy, até o fim do ano. Existem outras fontes de onde é possível coletar a energia ambiente, como vibrações, movimento e calor. Mas o atrativo das ondas de rádio é o fato de elas estarem praticamente em toda parte. “É como reciclar a energia. Energia essa, que está solta por aí, sem fazer nada”, diz o Dr. Smith.