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AURESIDE NA IMPRENSA
 

Casa Automatizada

Matéria da Revista Casa Claudia (Ed. Abril) - outubro de 2005

Do carro, você tecla o celular. A garagem se abre e, ao entrar em casa, as luzes estão suaves, como você gosta, o aparelho de som reproduz sua música predileta, o ar-condicionado marca a temperatura ideal. Tudo a partir desse único comando. Gostou? Esse é um exemplo das facilidades trazidas pela automação residencial. Como ocorreu com a energia elétrica e com a telefonia, um arsenal tecnológico promete transformar nosso cotidiano, proporcionando mais qualidade de vida e economia de tempo. Bem-vindos à moradia inteligente!


"Segurança é fundamental", diz o morador desta casa, projetada pela arquiteta Anna Maria Parisi. No local, a garagem é aberta automaticamente (instalação da Central das Câmeras). O comando pode ser enviado por meio de um acionador de radiofreqüência ou pelo celular.


Segurança a toda prova
Empregadas robô, como a personagem Rose, do desenho animado futurista Os Jetsons, ainda não circulam pela sala servindo drinques refrescantes após um dia de trabalho. Porém podemos nos entusiasmar. Muitas tecnologias antes viáveis apenas em desenhos e séries de ficção científica já estão disponíveis para quem se propõe a investir em automação residencial. "Não se trata de uma tendência, mas de uma realidade mundial irreversível", opina o jornalista Ethevaldo Siqueira, autor do livro 2015 - Como Viveremos (ed. Saraiva). Depois de migrar da indústria para os edifícios comerciais, esses equipamentos começam a revolucionar (e facilitar) a rotina das moradias. O engenheiro José Roberto Muratori, presidente da Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside), concorda. "O segmento cresce cerca de 20% ao ano", afirma. Segundo ele, algumas construtoras já têm oferecido a base dessa tecnologia - e não somente em lançamentos de altíssimo padrão. "Apartamentos de apenas 90 m2  já contam com esse diferencial", comenta.
 
Morada protegida
Quando se pensa em automatizar a casa, um dos primeiros aspectos que vêm à mente é a segurança. "É o mais solicitado, sobretudo nas cidades maiores", afirma a arquiteta Anna Maria Parisi. "Para isso, há vários produtos, dos mais simples aos mais sofisticados", fala Adelino Felix Júnior, gerente técnico da Central das Câmeras. Além dos tradicionais alarmes, existem dispositivos que detectam a invasão ou a abertura de uma porta por arrombamento e câmeras capazes de gravar a imagem somente quando alguém passa diante delas. Quem quer mais proteção pode ainda ter o muro eletrificado ou com sensores infravermelhos e até um sistema enterrado a cerca de 1 m antes da residência que percebe a temperatura do corpo de quem se aproxima.

Pela casa inteira
"Além da segurança, quase tudo pode ser automatizado", afirma Mario Augusto Amorim, da High End, uma empresa carioca especializada no setor. Entre as possibilidades, destacam-se a iluminação, a climatização do ambiente e da água, os sistemas de áudio e imagem, os aparelhos elétricos, a aspiração de pó central, a irrigação e a limpeza de piscina. Quem quiser ir tão longe precisa preparar o bolso. Como os equipamentos ainda são caros, o valor gasto será proporcional à dimensão do projeto.
 
Um mundo sem fios
Se você mora em casa ou apartamento sem a infra-estrutura necessária para receber as tecnologias de automação, mas quer se beneficiar de seus recursos, encontra uma saída: os sistemas wireless (sem fio). "Uma rede desse tipo com três pontos habilitados custa cerca de 2 mil reais, fora os equipamentos", afirma a arquiteta Virginia Rodrigues, da Marbie Systems. Diferentemente do sistema tradicional, feito com cabeamento, ele funciona por meio da transmissão de radiofreqüência, o que evita quebra-quebra e permite maior mobilidade. "Essas vantagens são a grande revolução atual", analisa o jornalista Ethevaldo Siqueira. No campo da comunicação e do entretenimento, a interação sem fios entre o computador pessoal e outros equipamentos domésticos é o foco perseguido por fabricantes de processadores, como a Intel, que mostrou inovações na Casa Cor São Paulo 2005. Um exemplo é a possibilidade de baixar filmes e músicas da internet de banda larga e acessá-los em diferentes pontos da casa, que têm de contar com centrais de mídia digital acopladas aos aparelhos de TV e som. "Colocamos o processador Pentium 4HT, responsável por essa união de tecnologias, em notebooks, palmtops e até em celulares de última geração", explica o gerente de marketing da empresa, Flávio Freddi.

Iluminação programada
O conceito de automação residencial vai além de soluções estanques. "O interessante é integrar os diferentes equipamentos num sistema para que eles conversem entre si", diz Juliana Ramacciotti, gerente de marketing da Lutron. É isso que possibilita a situação da abertura da garagem, citada no início da reportagem. Ou ainda esta: "Ao ouvir a campainha, você tecla o telefone, vê quem chegou na tela da TV, abre a porta e acende as luzes do caminho para recebê-lo", exemplifica Amorim. Tudo sem sair da poltrona.

Ao gosto de cada um
"Com diferentes programações, é possível personalizar a automação de alguns itens de acordo com a preferência de cada morador", explica Mauricio Poletto, da Cynthron. Por exemplo, ter comandos que acionam determinadas lâmpadas do ambiente, criando um cenário mais intimista ou com clima de festa. Ainda no capítulo iluminação, é possível fazer com que as luzes do caminho se acendam quando alguém transita por um corredor. Isso por meio de uma programação simples e da instalação de sensores.

Quem pensa nas soluções
Como você pode perceber, os recursos geram possibilidades praticamente infinitas. Mas é na planta que começa um bom projeto de automação. A tarefa fica a cargo de um novo profissional que surge no mercado: o integrador, especializado em associar as diferentes tecnologias. Em parceria com o arquiteto, ele prevê os sistemas espalhados pela casa. Seu trabalho custa de 2,5 mil a 5 mil reais, sem contar o acompanhamento da obra e a consultoria para a compra de aparelhos. Para facilitar futuras manutenções, vale solicitar a esse profissional um manual detalhado do projeto.

Infra-estrutura e implantação
Preparar a casa significa instalar tubulações, caixas de passagem e cabos. "Esses itens correspondem a algo entre 3 e 5% do valor total da construção", afirma a arquiteta Virginia Rodrigues, da Marbie Systems. A execução ocorre no mesmo período da obra em que são feitas as partes elétrica e hidráulica. Uma dica para quem vai construir é planejar a infra-estrutura de modo que ela fique o mais completa possível para, no futuro,  agregar sem transtornos o que não foi previsto inicialmente. "A diferença de custo, em geral, é pequena e compensa", explica Muratori. Segundo ele, dessa maneira, é possível implantar o projeto em etapas.

Conforto ao toque de um botão
Além de prever todas as possibilidades de integração de sistemas, o projeto precisa reservar uma saleta para a colocação de uma central de gerenciamento, disposta perto do quadro de luz, do servidor de segurança e do no-break. O cabeamento estruturado, fundamental na automação, permite que todas as tomadas funcionem como pontos de telefone, computador ou TV a cabo. Para isso, basta indicar qual a função de cada circuito na central de controle. "Fica prático na hora de mudar o layout dos ambientes", explica a arquiteta Virginia. Na central elétrica, um software relaciona as cargas dos vários aparelhos e os tipos de acionamento.

Operação simplificada
Para quem é leigo no assunto, isso tudo pode parecer um bicho-de-sete-cabeças. Mas lidar com tantas engenhocas não é difícil, já que os controles têm uso amigável. Eles podem ser um simples interruptor, painel touch screen (você aciona tocando a tela), pocket PCs (computadores de bolso) e até mesmo o teclado do telefone.

 
   

 

 

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